Bem servidos

Dupla dinâmica

Dupla dinâmica

Sou da época que o San Antonio Spurs tinha como armadores reservas Jacque Vaughn e Anthony Carter. Eram tempos de auge do Big 3 texano, portanto, o suplente imediato de Tony Parker era praticamente irrelevante. Fazia falta, é claro, mas era bem menos importante do que é hoje em dia. Citei Vaughn e Carter apenas como exemplos, mas poderia ter falado aqui do igualmente débil Chris Quinn. Todos esses foram jogadores ruins, dos piores nomes que já vi com o manto alvinegro.

Atualmente, o panorama é bem diferente (para a nossa alegria). Hoje o Spurs conta com bons reservas para substituir o camisa 9. O primeiro da lista é Patrick Mills. O australiano chegou a San Antonio com pouco alarde e teve uma temporada de estreia tímida, ficando conhecido somente por torcer euforicamente agitando sua toalha. Neste ano, contudo, Patty ganhou responsabilidade e muito mais tempo de quadra (pulou de 5,1 pontos em 11,3 minutos por noite para 9,3 tentos em 17,7 minutos).

O auge do australiano até aqui aconteceu neste sábado (8), quando ele liderou a equipe a um triunfo suado diante do Charlotte Bobcats fora de casa. Mills anotou 32 pontos (segunda melhor marca da carreira), sete ressaltos, quatro assistências e duas roubadas de bola (vídeo abaixo). Nas últimas cinco partidas, o armador ostenta médias pomposas de 18,2 tentos (FG: 51,7%, 3FG: 40,6%, FT: 94,1%), 3,6 rebotes e 2,6 passes certeiros em quase 23 minutos.

Quem também evoluiu bastante foi Cory Joseph. CoJo é uma caso à parte. Ele desembarcou em San Antonio tendo ficado apenas um ano no basquete universitário. Chegou cru na mais disputada liga do planeta e obviamente demorou a se adaptar. Está na sua terceira temporada na NBA e é nítido o quanto ele melhorou desde 2011. Após idas e vindas para a D-League, o camisa 5 finalmente conquistou seu espaço (graças aos problemas físicos do time, vale lembrar). Joseph tem médias de 7,7 pontos (FG: 46,4%, 3FG: 26,7%, FT: 100%), 2,6 ressaltos e 2,4 assistências nos últimos 11 confrontos. Ele ainda possui buracos no seu jogo, sobretudo ofensivamente, mas na defesa CoJo se mostra no mínimo interessante. No ataque seu problema parecia confiança. Quem assistiu os duelos recentes do Spurs, todavia, viu um armador sem medo de arremessar de fora (seu aproveitamento subiu para 48,3% nos tiros de quadra e 33,3% nos chutes longos nos últimos três embates).

Por fim, Gregg Popovich ainda conta com Nando De Colo. O francês desembarcou no Texas como ‘o novo Ginobili’, mas nunca teve o espaço que queria/imaginava e acabou ficando frustrado. Assim como Joseph, De Colo também ganhou visibilidade com a onda de atletas lesionados e pela primeira vez correspondeu de alguma forma. Nas últimas dez partidas, o europeu obteve bons números: 7,8 tentos (FG: 48,3%, 3FG: 35,3%, FT: 84,2%) e 2,4 rebotes em 17,4 minutos por noite. É provável que a diretoria do San Antonio Spurs esteja aproveitando a oportunidade para exibi-lo já pensando em uma possível troca. Sempre digo e continuo afirmando que De Colo é talentoso e cairia bem em muitos times por aí. Se sair, tomara que vá para uma franquia onde tenha tempo para se aclimatar e mostrar serviço.

Bem, para quem já teve Jacque Vaughn, Anthony Carter e Chris Quinn, contar com Patrick Mills, Cory Joseph e Nando De Colo é praticamente uma dádiva. Que eles continuem fazendo sucesso em terras alvinegras!

Uma resposta para “Bem servidos

  1. Pingback: Vídeo: só dá Patrick Mills | Destino Riverwalk·

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