15 anos de glórias e perdas em vídeos

Símbolo da era dourada

Símbolo da era dourada

Hoje vou fazer um post especial para todo o tipo de torcedor do San Antonio Spurs, desde aquele que já acompanha o time faz tempo e teve a oportunidade de ver os primeiros títulos, aos aficionados que começaram a seguir a franquia texana há poucos anos. Separei uma série de vídeos e compartilho com vocês a partir de agora em ordem cronológica. Lembrem-se de me avisar se alguma peça tiver saído do ar!

1998-1999 NBA Finals – New York Knicks 77@89 San Antonio Spurs (Jogo1)

Na primeira final de sua história, o San Antonio Spurs passou por cima do New York Knicks em cinco partidas. No Jogo 1, Tim Duncan, que mais tarde seria o MVP da série, saiu de quadra com 33 pontos (13-21), 16 rebotes, duas assistências, dois tocos e dois roubos de bola. O vídeo abaixo traz os lances do camisa 21:

1998-1999 NBA Finals – Tim Duncan Highlights

Como disse acima, Timmy foi o melhor jogador daquela final diante do Knicks. Abaixo, confira os highlights do craque nos cinco duelos contra os nova-iorquinos:

2000-2001 Western Conference Finals – Los Angeles Lakers 104@90 San Antonio Spurs (Jogo 1)

Em 2001, o San Antonio Spurs foi varrido pelo Los Angeles Lakers na final da Conferência Oeste. Apesar do revés, Tim Duncan deixou sua marca no embate inicial ao fazer 40 pontos, 15 rebotes, três assistências e quatro tocos. Veja como foi:

2002-2003 Western Conference Finals – San Antonio Spurs 90@78 Dallas Mavericks (Jogo 6)

Esse é um dos meus confrontos preferidos como torcedor do Spurs. Diante do rival Dallas Mavericks, Gregg Popovich e companhia precisavam de um triunfo para fechar a final da Conferência Oeste, contudo, os donos da casa queriam empatar e seguir respirando na série. Perdendo por 15 pontos no encerramento do terceiro quarto, Popovich tentou uma tática suicida e arriscou colocar Steve Kerr em quadra. O ex-colega de Michael Jordan era um mero esquenta banco em San Antonio, mas entrou e, ao lado de Stephen Jackson, foi responsável por uma incrível corrida de 42 a 15 em plena cidade de Dallas. Kerr anotou 12 tentos (4-4) naquela noite, enquanto o Captain Jack contribuiu com 24.

2002-2003 NBA Finals – New Jersey Nets 77@88 San Antonio Spurs (Jogo 6)

Jason Kidd bem que tentou, mas foi incapaz de levar o New Jersey Nets ao título. Pela frente estava o San Antonio Spurs, de Tim Duncan, que na sexta e derradeira partida da série só faltou fazer chover. O Big Fundamental ficou bem próximo de um raro quadruple-double ao anotar 21 pontos, 20 ressaltos, dez assistências e oito bloqueios. O anel de 2003 ainda coroou a despedida de David Robinson do basquete. O Almirante se aposentou com dois troféus em sua galeria.

2002-2003 NBA Finals – Tim Duncan Highlights

Timmy também foi o MVP da final de 2003. Abaixo, vídeo traz os highlights do camisa 21 ao longo da série:

2003-2004 Western Conference Semifinals – Los Angeles Lakers 74@73 San Antonio Spurs (Jogo 5)

Um dos jogos mais clássicos da história da NBA e provavelmente o mais doído para o torcedor do Spurs. Série empatada em 2 a 2, Tim Duncan acerta uma bola improvável, vira a partida e deixa apenas 0.4 no marcador. Fatura resolvida, certo? Errado! Com menos de meio segundo, Derek Fisher converte um arremesso espírita e mata os texanos. Até hoje acho esse lance inacreditável…

2004-2005 NBA Finals – San Antonio Spurs 96@95 Detroit Pistons (Jogo 5)

O terceiro título do San Antonio Spurs veio numa final suada contra o Detroit Pistons. No Jogo 5, os alvinegros perdiam por dois pontos há poucos segundos do fim. Depois do tempo técnico, a bola caiu no argentino Manu Ginobili, que encontrou Robert Horry livre. Horry, conhecido por crescer em momentos importantes, acertou o tiro e colocou os texanos a um triunfo do sonhado anel.

2005-2006 Western Conference Semifinals – Dallas Mavericks 119@111 San Antonio Spurs (Jogo 7)

Tim Duncan teve uma noite de gala e fez 41 pontos, 15 ressaltos e seis assistências. Do outro lado, no entanto, estava um rival de peso. Dirk Nowitzki colocou a bola debaixo do braço e guiou o Dallas Mavericks adiante ao anotar 37 tentos, 15 rebotes e a cesta decisiva que levou o duelo para o tempo-extra.

2006-2007 NBA Finals – Tony Parker Highlights

No primeiro grande encontro entre San Antonio Spurs e LeBron James em finais, melhor para os texanos, que dominaram o camisa 23 e varreram a série sem muitas dificuldades. O MVP desta vez foi para o armador Tony Parker, que jogou uma barbaridade nos quatro confrontos. Veja um mix do francês durante a finalíssima:

2007-2008 First Round – Phoenix Suns 115@117 San Antonio Spurs (Jogo 1)

Ao lado de Dallas Mavericks e Los Angeles Lakers, o Phoenix Suns foi o maior rival do San Antonio Spurs nos últimos 15 anos. Por mais que o Suns tenha sido uma espécie de freguês nesse período, era uma equipe que eu detestava enfrentar porque sempre dava muito trabalho com a dupla Steve Nash e Amaré Stoudemire. O Jogo 1 da primeira rodada dos playoffs de 2008 personifica toda essa rivalidade. Perdendo por três, Tim Duncan empatou com um petardo de longa distância e levou o combate ao tempo-extra. Nos cinco minutos derradeiros, coube a Manu Ginobili fechar a tumba do Arizona. Vale a pena ver!

2007-2008 Western Conference Semifinals – San Antonio Spurs 91@82 New Orleans Hornets (Jogo 7)

Chris Paul estava em excelente fase e vinha fazendo milagres na série, mas pela frente tinha os comandados de Gregg Popovich, que queriam o bicampeonato consecutivo. No sétimo e decisivo duelo da semifinal da Conferência Oeste, prevaleceu a experiência do Big 3. Veja os melhores momentos do embate:

2009 a 2011 – Período transitório

Entre 2009 e 2011 o San Antonio Spurs passou por um período transitório e sofreu três revezes duros em pós-temporadas. Em 2009, os texanos se classificaram em segundo lugar e pegaram o Dallas Mavericks na primeira rodada. Surpreendentemente, o time de Rick Carlisle atropelou o Spurs por 4 a 1. No ano seguinte, a trupe de Gregg Popovich foi varrida pelo Phoenix Suns na semifinal do Oeste. O ápice da derrocada, todavia, aconteceu em 2011, quando San Antonio, primeiro colocado da conferência, tomou uma saraivada de 4 a 2 do Memphis Grizzlies. Vídeo do Jogo 6 abaixo:

2012-Presente – A chegada de Kawhi Leonard e a final contra o Miami Heat

O San Antonio Spurs nunca conseguiu se adaptar muito bem à saída de Bruce Bowen. Alguns atletas foram testados para o papel, como Ime Udoka e Richard Jefferson, mas nenhum deles tinha as características que o Coach Pop queria. Udoka era bom defensor, mas péssimo ofensivamente. Jefferson, por outro lado, quebrava um galho no ataque, mas deixava a desejar na retaguarda. A insistência em manter o esquema que tinha Bowen como peça-chave fez o alvinegro perder qualidade. Isso tudo mudou em 2012, quando R.C. Buford mexeu seus pauzinhos para trazer Kawhi Leonard. A princípio, a chegada do desconhecido ala foi vista com maus olhos, já que para adquiri-lo o Spurs precisou se livrar do queridinho George Hill. Com o tempo, no entanto, Leonard mostrou ótima capacidade defensiva e um arsenal ofensivo superior ao do antes insubstituível camisa 12.

Logo em seu primeiro ano, Kawhi conquistou espaço e ao lado de Danny Green foi responsável direto por fazer a defesa texana ser temida novamente. Em 2012, Gregg Popovich e companhia chegaram à final da Conferência Oeste, mas sucumbiram diante do Oklahoma City Thunder. Apesar da derrota, foi notório o quanto a equipe evoluiu em apenas um ano. A série contra Kevin Durant e Russell Westbrook, mesmo que dolorosa, foi memorável e marcou a volta de um Spurs sólido e confiável.

2013 pontuou o retorno dos texanos a uma final – e que final, diga-se de passagem. Pela frente estava LeBron James outra vez, agora acompanhado de Dwyane Wade, Chris Bosh e… Ray Allen! O veterano, aliás, tirou o título do Spurs com uma bola de três pontos decisiva no Jogo 6. Se ganhasse aquela partida, San Antonio voltaria a comemorar após seis anos de abstinência, mas os deuses do basquete quiseram que Allen levasse o duelo para o tempo-extra e posteriormente desse a vitória ao Heat. A série, a meu ver, foi marcada por quatro lances capitais:

1. A cesta de Tony Parker no estouro do cronômetro no Jogo 1;
2. O tocasso de LeBron James em Tiago Splitter no Jogo 2;
3. O recorde de Danny Green em bolas de três pontos na história das finais;
4. A fatídica bola de Ray Allen.

Todos os vídeos você acompanha abaixo:

9 Respostas para “15 anos de glórias e perdas em vídeos

  1. Pô cara que susto durante o vídeo do Leonard, parabéns pelo trabalho, sou dos fãs mais recentes, acompanho o Spurs a pouco tempo, mais precisamente dessa temporada em que perdemos pro Memphis (Não lembro qual o ano 201? a 201?) e mesmo com a derrota tive meu momento “pulo da cadeira” e “correria pelo quintal em plena madrugada” com a aquela bola do Neal salvando o game 5, já tinha visto algum desses vídeos e agora fico com inveja de quem viu Timmy e Robinson juntos, sem palavras, é muito bom ser Spurs!

    • Verdade Leandro. É muito bom ser Spurs. A temporada do Memphis foi a de 2011 e eu realmente pensei que ali fosse o fim. Felizmente ainda não foi =)

  2. Eu ainda lembro do jogo 7 contra o Dallas e ainda lembro como se fosse hoje da fatídica falta do Manu Ginóbili nos últimos momentos do jogo esse lance dele e a série final contra o Miami ano passado foi de doer. Eu acrescentaria mais um lance capital na final contra o Miami, a péssima atuação do Gregg Popovich no jogo 6. Agora uma vitória que lembro bem foi o jogo 5 contra o Grizzlies 2011, lembro de um lance no final do Ginóbili que tudo bem que ele pisou na linha, mais aquela cesta foi muito mais difícil do que a do Neal, faltavam poucos segundos McDyess recebe a bola e praticamente a perde ae aparece o argentino se livra de dois e na zona morta acerta uma cesta improvável. Muito boa postagem Bruno.

    • Valeu Felipe. Aquela série contra o Memphis foi muito emblemática. O Spurs deveria passar se Ginobili estivesse 100%, mas foi tudo uma grande tragédia.

  3. Que coisa maravilhosa.
    Tem muita coisa linda na história do Spurs desde os anos 90, principalmente depois da entrada do Duncan na Liga. Duncan é meu jogador preferido de todos os tempos, mas o que seria dele sem tantos companheiros sensacionais, incluindo nosso coach Pop? E cada vez que eu vejo uma cesta ou assistência espírita do Manu me dá um baita orgulho.
    A derrota que mais me doeu até hoje foi aquele jogo 7 contra o Mavs. O Spurs era o melhor time entre os finalistas das duas conferências, mas detalhes e uma atuação sobrenatural do Nowitzki tiraram o doce da nossa boca. Há outros momentos doídos, mas não vou focar nas derrotas.
    Antes de qualquer coisa esse time me dá orgulho porque não é simplesmente uma franquia que sai contratando gente, formando e desmanchando times. O Spurs tem um quê a mais, como família, os jogadores vão entrando e saindo mas sempre tem aquela base, sempre tem aquele mesmo velho esquema. Pena que demoramos tanto pra achar o substituto do Bowen. Mas agora, nos dois últimos anos do Manu e do Timmy, temos time pra buscar o título de novo. Posso estar falando em nome da paixão, mas acho o Spurs o melhor time da Liga. A única coisa que pode nos derrotar é o lado físico.

    • Tem razão, cara. Quanto às derrotas, as que mais doeram pra mim foram a do 0.4, essa do Mavs que você citou e a do Grizzlies (sem falar do Jogo 6 contra o Heat). Mas o Spurs é muito maior do que isso, uma franquia incrível e vitoriosa. Essa geração infelizmente está chegando ao fim, no entanto, acredito que o Spurs continuará forte (talvez não tão forte a ponto de disputar um título, mas ainda assim competitivo).

  4. Vendo o primeiro titulo voltei ao passado junto, sou Spurs desde a temp 98-99, presenciei vitorias majestosas e derrotas dolorosa. Pra mim Duncan é o melhor jogador que vi jogar (tudo bem que falo pelo coração) e espero que o titulo que escapou na ultima temporada possamos ganhar nessa pra fechar com chave de ouro essa geração que ja esta eternizada na historia do Spurs

    • Não acho que Duncan seja o melhor só pelo coração. A atuação dele mostra isso. Duncan é um atleta totalmene diferente de tudo o que já vi. Daria um post kilométrico, mas vou dizer apenas que Tim Duncan é não apenas o melhor jogador de basquete, mas o melhor atleta que tive o prazer de ver atuando.

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