Alguém anotou a placa?

Boa, Timmy!

Boa, Timmy!

Levar uma surra no basquete é algo absolutamente normal, mas perder de 36 pontos de diferença, ainda mais num duelo decisivo, é preocupante. Foi isso que aconteceu nesta terça-feira (11) no AT&T Center, onde o San Antonio Spurs atropelou o Miami Heat por 113 a 77. De quebra, a equipe bateu o recorde de bolas de três convertidas na história das finais. Foram 32 arremessos tentados e 16 acertos, uma marca impactante e difícil de ser alcançada novamente.

Para o Jogo 3, Gregg Popovich fez alguns dos ajustes que eu havia pedido após o revés na Flórida. LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh, por exemplo, receberam carta branca para arremessar. O esforço defensivo sobre eles foi mantido, claro, mas o técnico preferiu testar a confiança do trio nos tiros de média e longa distância. A tática funcionou e expôs o ponto fraco das badaladas estrelas de South Beach, que, combinadas, tiveram um aproveitamento abaixo da média.

Também funcionou a defesa sobre os coadjuvantes do Heat. Ray Allen, Mario Chalmers e Mike Miller, que brilharam na segunda partida, foram vigiados de pertinho pela retaguarda texana. Chalmers saiu de quadra zerado, enquanto Allen anotou apenas quatro tentos. Só Mike Miller se salvou. O veterano manteve a pontaria calibrada e derrubou cinco bolas longas sem errar nenhuma (impressionante, diga-se de passagem).

Está claro que o Coach Pop precisa bater nessa mesma tecla no confronto de quinta-feira (13). Dar espaço ao Big 3 de Miami no perímetro e sufocar os bons chutadores de Erik Spoelstra podem colocar o alvinegro num patamar bem confortável daqui por diante. É inevitável que Spoelstra tente promover ajustes, mas duvido que eles surtam efeito se San Antonio continuar executando esse plano de jogo e acertando seus arremessos.

Ofensivamente falando, os texanos fizeram uma partida irretocável. Tudo começou com um Tim Duncan mais agressivo e envolvido no ataque. Timmy, além dos 12 pontos, foi importantíssimo na briga pelos rebotes, tendo conquistado sete ressaltos na tábua adversária. O camisa 21, no entanto, acabou sendo um mero coadjuvante, já que o brilho todo ficou por conta de Danny Green, Gary Neal e Kawhi Leonard.

Green foi o maior pontuador do embate

Green foi o maior pontuador do embate

O criticado Gary Neal vem surpreendendo na final. Ele, que passou boa parte da temporada atuando no sacrifício e foi massacrado pela torcida (inclusive por mim), está ressurgindo das cinzas. O ala-armador serviu de desafogo ofensivo para o Spurs ao longo da noite e castigou a defesa do Heat com seu gatilho afiado. Ao todo, Neal marcou 24 pontos e converteu seis bombas em dez tentativas. Gosto (e sempre gostei) do jeito como ele joga sem medo de errar. Isso é uma faca de dois gumes, pois tanto pode dar certo, como pode dar errado. Até aqui, vinha dando errado, mas começou a funcionar na hora exata.

Danny Green é outro que merece elogios e mais elogios. Diferente daquele atleta que nos decepcionou no ano passado, Green está esbanjando confiança nesses playoffs. O garoto de North Carolina foi o cestinha do Jogo 3 com 27 tentos (7-9 3 FG), 21 deles vindos do perímetro. O camisa 4 também fez um bom trabalho quando colocado no mano-a-mano contra LeBron James, restringindo as investidas do astro de costas para a cesta.

Já emendando no assunto, Kawhi Leonard deveria ganhar uma estátua de ouro em San Antonio (sério!). O que esse moleque tem feito sobre o principal nome do basquete mundial na atualidade é assustador. Leonard desafiou LeBron James e o limitou a apenas 15 pontos. Pela terceira vez na série, James ficou abaixo dos 20 tentos e pareceu realmente incomodado, tanto que passou a forçar chutes e mais chutes em determinado momento da noite. O jovem ainda anotou um double-double (14 pontos e 12 ressaltos) e finalmente foi relevante no ataque.

Algo mais? Chega, né? 

[Tony Parker, que foi para os vestiários no terceiro quarto e mal pisou em quadra no segundo tempo, lesionou a coxa e pode ficar de fora do Jogo 4, novamente em San Antonio. O francês passará por uma ressonância magnética nesta quarta-feira (12) para checar a gravidade do problema].

Certas imagens falam por si só...

Certas imagens falam por si só…

8 Respostas para “Alguém anotou a placa?

  1. Pingback: Após ressonância, Parker segue como dúvida para o Jogo 4 | Destino Riverwalk·

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