Hora dos ajustes

Heat deitou e rolou no Jogo 2

Heat deitou e rolou no Jogo 2

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Já vi o San Antonio Spurs ser surrado inúmeras vezes nesses anos todos que acompanho a franquia. Seja em temporada regular ou em playoffs, a equipe sempre reagiu bem a um revés acachapante. Peguemos como exemplo o campeonato de 2005, quando derrotamos o Detroit Pistons na final. À época, tomamos duas lavadas na terceira e quarta partidas, uma delas por 31 pontos de diferença. Especialistas e aficionados pensavam, na oportunidade, que aquele seria o ponto de início para a virada do Pistons, que perdera os dois primeiros jogos em San Antonio, mas a experiência de Tim Duncan e companhia pesou e os texanos conquistaram o título.

Esse parágrafo inicial serve para acalmar os torcedores que ficaram preocupados com a traulitada que levamos na segunda partida da série contra o Miami Heat (103 a 84). Jogando na Flórida, os comandados de Erik Spoelstra apresentaram um basquete dominante e mostraram por que foram os líderes da liga na fase regular. O massacre foi tanto que Gregg Popovich preferiu usar o garbage time bem cedo no último período (até Tracy McGrady ganhou uns minutinhos).

Abaixo, separei alguns dados sobre o confronto e analisei o que precisa ser feito para triunfar nos próximos jogos.

Tiros longos – Parte I

O Spurs tem que dar um jeito de evitar os arremessos de três pontos dos especialistas do Heat. O aproveitamento de 52,6% no fundamento mostra que algo deu errado defensivamente no duelo de domingo (9). Foram 19 tiros e dez acertos, a maioria deles convertidos por Ray Allen (3-5), Mike Miller (3-3) e Mario Chalmers (2-4). Talvez seja a hora de marcar o trio com mais afinco e testar a confiança de LeBron James e Dwyane Wade, que até aqui parecem inseguros arremessando.

Tiros longos – Parte II

É igualmente importante manter a pontaria do perímetro no retorno a San Antonio. Danny Green e companhia castigaram o rival com bolas de longe (10-20) no Jogo 2 e precisam seguir nesse mesmo ritmo. É fundamental também que Kawhi Leonard volte a derrubar seu arremesso mortal da zona morta. O camisa 2 aproveitou 40% dos tiros longos nas três séries anteriores dos playoffs, número que caiu para 14,3% na final. O esforço na defesa tem desgastado o ala, mas definitivamente dependemos dele no ataque.

T-Mac debutou em finais no garbage time

T-Mac debutou em finais no garbage time

Turnovers

Erik Spoelstra soube como incomodar Tony Parker e anulou nossa principal arma: o pick and roll. Além disso, a retaguarda da Flórida fechou muito bem as linhas de passe do San Antonio Spurs e forçou os visitantes a 16 turnovers. O excesso de erros naufragou o barco alvinegro, que chegou a liderar o marcador a poucos minutos do fim do terceiro quarto (depois sofreu uma corrida incomum de 33 a 5). É inevitável cometer turnovers, ainda mais em partidas disputadíssimas, contudo, os texanos possuem atletas com qualidade de passe suficiente para errar menos. Do jeito que Gregg Popovich é chato, duvido que haverá tantos desperdícios daqui por diante.

Hora de se superar

A equipe depende dos toques certeiros e desconcertantes do argentino Manu Ginobili, que vem fazendo sua pior série da pós-temporada em praticamente todos os quesitos. Acho difícil que o argentino consiga carregar o time nas costas a essa altura do campeonato, mas se ele juntasse forças e nos desse pelo menos uma noite do velho Ginobili, teríamos boas chances de vencer. A exemplo do hermano, Boris Diaw também precisa mostrar serviço. O francês está sumido e ajudaria bastante se voltasse a ser regular.

E aí, pessoal, mais alguma coisa que eu acabei deixando passar?

9 Respostas para “Hora dos ajustes

  1. Cai entre nós, deixou de comentar o tocáço que o Splitter tomou, de resto tranquilo. Ginobili cometeu 47% dos Turnovers do Spurs, impressionante… logo ele que em momentos difíceis chama o adversário “pro cabo” e decidi.

    • Fala Lucas, eu estou colocando o vídeo num post separado agora. Deixei essa pro final hahahaha

      Foi um tocaço mesmo, impressionante…

  2. Pingback: Vídeo: Splitter é negado por LeBron James | Destino Riverwalk·

  3. Achei tranquilo o jogo, pra ser sincero. Até faltar 3m pra terminar o 3º período o jogo estava empatado e eu estava surpreso de o Heat não ter disparado nenhuma vez, porque era o jogo da vida deles. A defesa funcinou, LeBron só chegou aos dígitos duplos na pontuação com o jogo já decidido e ainda teve que ficar em quadra por uns 3 minutos contra os reservas do Spurs pra melhorar seus números. O grande mérito do Heat foi mudar seu ataque de forma que as bolas livres de fora sobrassem pra bons arremessadores, como Miller e Chalmers, ao invés de Bosh.
    Cuidado mais da bola e rodando melhor o ataque, tudo certo.

    • Sim. Tinha até uma estatística unnoficial dizendo que o Spurs pós-expulsão do Duncan tinha um recorde ótimo nos jogos que o Crawford apitou hahaha

  4. sem querer ser chato, mas se os Spurs quiserem ser campeões o Ginobili vai ter que ter atuações como teve contra o okc na final do ano passado teve até jogo de 25 pontos pra ele, num jogo disputado essas atuações fazem toda a diferença. Torcendo por um bom jogo dele amanhã.

  5. Pingback: Alguém anotou a placa? | Destino Riverwalk·

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