Por que o Spurs pode destronar o Heat?

Briga de gigantes será decisiva

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Deu a lógica na Conferência Leste. Após uma batalha épica de sete jogos, o Miami Heat superou o Indiana Pacers e enfrentará o San Antonio Spurs na grande final da NBA. Será a terceira disputa de título consecutiva de LeBron James e companhia. Nos anos anteriores, derrota para o Dallas Mavericks, em 2011, e triunfo sobre o Oklahoma City Thunder, em 2012.

Vou ser bem direto com vocês, caros leitores. Estou bastante empolgado e acredito que venceremos a série em seis partidas. Abaixo, exponho os motivos para apostar minhas fichas nos texanos:

1. Pivôs

Um dos pontos fracos do Miami Heat é o jogo embaixo da cesta. Juntos, Roy Hibbert e David West tiraram o sono de Erik Spoelstra durante toda a final do Leste. Esperto, Gregg Popovich deverá aproveitar essa deficiência ao máximo. Tim Duncan é a arma principal do San Antonio Spurs. Sua capacidade de atuar dentro e fora da área pintada será primordial para o sucesso alvinegro. Quem marcará o camisa 21? Chris Bosh e Udonis Haslem têm força para encará-lo perto do aro? Chris Andersen terá velocidade para bloquear seus mid-shots?

Popovich ainda conta com Tiago Splitter e Boris Diaw. O brasileiro é uma parede na defesa e extremamente eficiente no ataque. Aqui, o treinador pode explorar mais do que nunca o arsenal ofensivo do catarinense, sobretudo seus afinados post moves. Diaw, por sua vez, é um pivô completo: tem força para brigar com qualquer brutamontes do Heat, além de enxergar o jogo como poucos e ter competência para marcar até LeBron James se precisar (isso se Spoelstra decidir testá-lo de costas para a cesta, como fez diante do Pacers).

Outra tática que o técnico do Heat tentou contra Indiana, principalmente na sétima partida da série, foi pressionar os gigantes adversários até que eles ficassem sem alternativa de passe e cometessem um turnover. A armadilha pode incomodar o Spurs, claro, mas nossos pivôs possuem uma qualidade de passe acima da média e têm menos chances de errar. San Antonio é um dos times que melhor movimenta a bola quando é obrigado a lidar com dois defensores sufocando o mesmo jogador. O perímetro texano certamente estará pronto para punir o oponente nesses casos.

2. Defense! Defense! Defense!

Falar que LeBron James precisa ser bem marcado é chover no molhado, mas ele realmente demanda cuidados especiais. Na final da Conferência Leste, Paul George trabalhou duro para tirar o astro de sua zona de conforto – e foi eficiente. Pará-lo é praticamente impossível (já diria Tiago Splitter), todos sabemos, contudo, somos capazes de amenizar seu impacto. George fez o ala registrar um aproveitamento de 51% nos arremessos, número inferior aos 56,5% da temporada regular e aos 53,5% do restante dos playoffs. É pouco? Sim, é pouco, mas já é alguma coisa.

A difícil tarefa recairá sobre Kawhi Leonard, principal defensor de perímetro do elenco. Leonard tem experiência prévia contra super-estrelas, é uma espécie de perito em grandes pontuadores. Kevin Durant, três centímetros maior que LeBron, é um dos atletas que já passou maus bocados tendo seu cangote fungado pelo garoto. A expectativa é que o camisa 2 consiga justificar essa especialidade diante do melhor jogador do mundo na atualidade, mas nada é garantido.

Leonard precisará marcar LeBron melhor

Leonard precisará marcar LeBron melhor

O matchup entre Danny Green e Dwyane Wade terá igual importância. Por mais que Wade esteja jogando machucado, ele ainda é capaz de fazer estrago, tanto que se sobressaiu na sétima partida da final do Leste. Green é consideravelmente mais alto que o rival (cinco centímetros) e forte o suficiente para encarar suas investidas rumo à cesta. Confesso que esse é o duelo que menos me preocupa na série.

Para fechar, nomes como Udonis Haslem, Ray Allen e Chris Andersen, sobretudo, tiveram bons momentos contra o Pacers. Desses, o que mais me preocupa é o veterano Allen, que é mortal quando está livre para arremessar. O ala pode roubar os holofotes se a retaguarda texana congestionar sua área pintada na tentativa de impedir os avanços de LeBron James. Se isso acontecer, Ray Ray castigará o Spurs sem dó.

3. Pontaria do perímetro

Os playoffs do ano passado foram emblemáticos para o torcedor alvinegro. Quem lembra das varridas impiedosas sobre Utah Jazz e Los Angeles Clippers? Estávamos empolgados, confiantes, até que o nosso perímetro simplesmente parou de acertar. O blecaute ocorreu no pior momento da temporada, justamente na final da Conferência Oeste diante do Oklahoma City Thunder.

Há quem diga que a equipe pipocou e que a atmosfera decisiva inibiu alguns jogadores. Na oportunidade, os principais acusados de amarelar foram Danny Green e Matt Bonner. Coincidentemente, ambos vêm sendo muito importantes na campanha vitoriosa deste ano. Seria essa uma volta por cima em grande estilo? Eu espero que sim!

Para vencer o Heat quatro vezes e conquistar o quinto título de sua história, o San Antonio Spurs precisará dessa dupla em boa forma. Precisará também da pontaria calibrada de Kawhi Leonard, Boris Diaw, Manu Ginobili e Tony Parker, que depois de velho se tornou um arremessador de três pontos confiável. Se mantivermos o aproveitamento nos tiros longos na casa dos 40%, tenho certeza que seremos penta. E vocês?

Vamos precisar disso!

Vamos precisar disso!

4 Respostas para “Por que o Spurs pode destronar o Heat?

  1. O Heat tem sérios problemas. Se deixar Duncan no mano a mano dentro do garrafão ele faz um baita estrago. E se o Spoelstra mandar dobrar nele, o Parker mata a série em 4 jogos com jumps de média e tear drops. Vão ter que escolher o que machuca menos a eles.

  2. O Green amarelar é contraditório hehe, mas os reservas tem q mostrar serviço, pq os titulares estarão equilibrados.

    GO SPURS, GO!!!

  3. Pingback: O mando de quadra é nosso! Graças a Tony Parker… | Destino Riverwalk·

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