Prodígio texano

Martela, Kawhi!

Martela, Kawhi!

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Kawhi Leonard vive uma fase incrível. O ala se tornou peça indispensável para o San Antonio Spurs e tem ganhado cada vez mais espaço, sobretudo com os problemas físicos que vêm assolando a equipe. Ao longo dos últimos 25 jogos, Leonard registrou expressivas médias de 17,5 pontos, 7,6 ressaltos e 2,8 assistências.

O camisa 2 continua com fama de defensor implacável, claro, mas agora ele também é fundamental no ataque. Nas primeiras 29 partidas da temporada, Leonard arremessava, em média, pouco mais de oito vezes por noite, número que subiu para 12 nos últimos três meses.

Essas estatísticas simples mostram que o garoto vem evoluindo numa velocidade rara (vídeo abaixo). Tendo isso em vista, será que é cedo para içá-lo ao nível dos três tenores? A princípio, tal hipótese parece absurda, mas se analisarmos as coisas matematicamente, vemos que ela tem sentido – e muito!

Tabela: Comparando Leonard com os três tenores

A tabela acima compara o desempenho de Leonard em 2012-13 com Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili na mesma fase de suas carreiras. Timmy é um monstro e obviamente está bem acima dos demais, todavia, se pegarmos os números dos atletas restantes, observamos que há um equilíbrio considerável entre eles. O fato é o seguinte: o jovem ala está sim no patamar do argentino e do francês. Para mim, particularmente, é muito tranquilo falar sobre isso, já que acompanhei o começo de carreira e o desenvolvimento dos três.

Quando desembarcou em San Antonio, Parker era novo, inseguro, defendia mal e pensava pouco. Com o tempo, ele virou um armador de verdade, ganhou experiência e hoje é um dos grandes jogadores da liga. Ginobili, por outro lado, tinha mais vivência e já era um atleta formado, mas demorou uma temporada inteira para se acostumar a um estilo de jogo completamente diferente da Europa.

Leonard tem menos buracos em seu repertório do que o francês tinha lá em 2002 e está mais adaptado do que Ginobili estava em 2003. É difícil dizer que ele terá sua camiseta aposentada no teto do AT&T Center daqui 15 ou 20 anos, mas tenho certeza que o ala possui um futuro brilhante pela frente. Concordam?

2 Respostas para “Prodígio texano

  1. Concordo! E o Leonard pontua menos justamente por jogar ao lado do Big Three, só por isso. Parker e Manu entraram em times com menos opções ofensivas, por isso produziram mais desde o início. E ainda vale lembrar que o ala só teve um campo de treinamento com o time, já que sua primeira temporada foi depois do locaute

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