Ponto de vista olímpico: semifinais

Ginobili pede ajuda de Deus para chegar a mais uma final (Foto: AP)

As semifinais do basquete masculino em Londres acontecem nesta sexta-feira (9). Dos seis jogadores do San Antonio Spurs que disputavam o torneio, apenas um restou. Será que o argentino Manu Ginobili conseguirá repetir o feito de 2004? Em Atenas, Ginobili e companhia derrotaram os Estados Unidos por 89 a 81 também na semifinal e conquistaram o ouro após vitória sobre a Itália na finalíssima.

O adversário em 2012 será o mesmo selecionado norte-americano. Enquanto aquele time de oito anos atrás contava com alguns atletas inexperientes e parecia extremamente desorganizado, o novo Dream Team levou para a capital inglesa o que tinha de melhor. Na primeira fase, os comandados de Mike Krzyzewski atropelaram seus rivais (inclusive a própria Argentina) sem grandes problemas. Somente a Lituânia conseguiu tirar o sono dos ianques. Os lituanos, eliminados nas quartas de final pela Rússia, venderam caro o triunfo por 99 a 94.

Se Durant repetir a dose da primeira fase a Argentina está frita! (Foto: AP)

Mas como fazer para superar esse time praticamente imbatível? Os argentinos têm um bom quinteto inicial e um banco de reservas apenas razoável. Suas principais estrelas já ultrapassaram a barreira dos 30 anos. Manu Ginobili, que há oito anos atrás vivia um momento brilhante, está velho. Ainda é gênio, claro, mas lhe falta fôlego para carregar uma equipe inteira nas costas – o mesmo vale para o ala-pivô Luis Scola.

No confronto da fase de grupos, a Argentina deu trabalho e foi para o intervalo perdendo por apenas um ponto. Acontece que os Estados Unidos possuem cinco ou seis jogadores fenomenais. Um desses craques, o ala Kevin Durant, resolveu dar as caras no terceiro período e massacrou os hermanos. O astro do Oklahoma City Thunder marcou nada menos do que 17 pontos na volta do descanso e liderou a vitória por 42 a 17 na parcial.

A exemplo de 2004, os sul-americanos precisam dar tudo e mais um pouco se quiserem chegar à final no domingo (12). Mas será que isso é suficiente para derrotar LeBron James, Kobe Bryant e Kevin Durant?

Meu palpite é que os norte-americanos avançam após uma partida semelhante à da primeira fase. Os argentinos devem equilibrar o duelo até certo ponto, mas quando os times começarem a rodar será impossível manter o ritmo.

Do outro lado da chave teremos o interessante embate entre espanhóis e russos. Apesar da primeira fase capenga e de um jogo fraco diante da França nas quartas de final, a Espanha entra em quadra com o favoritismo debaixo do braço. A Rússia, por sua vez, vem comendo pelas beiradas, voando abaixo do radar e passando por cima de todo mundo que vê pela frente. É uma equipe equilibrada, jovem e cheia de atletas promissores, como o armador Alexey Shved e o ala-armador Vitaliy Fridzon (o mesmo que acertou aquela bola espírita contra o Brasil), além de nomes já conhecidos, como o pivô Timofey Mozgov e os alas Andrei Kirilenko e Victor Khryapa. Que a família Gasol abra o olho, porque a Rússia vem forte e pode beliscar, no mínimo, uma medalha de prata.

Será que a Espanha terá resposta para o cestinha russo Andrei Kirilenko? (Foto: AP)

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