Ponto de vista olímpico: quartas de final

As quartas de final das Olimpíadas de Londres acontecem nesta quarta-feira (7) com jogos muito bons. Vamos conferir quais as chances que os jogadores do San Antonio Spurs têm de chegar às semifinais?

Será que esse homem é capaz de levar a França à semifinal? (Foto: AP)

França vs. Espanha – 12h15 (Brasília)

Jogos da França na primeira fase (4 vitórias e 1 derrota)

  • França 71-98 Estados Unidos
  • França 71-64 Argentina
  • França 82-74 Lituânia
  • França 73-69 Tunísia
  • França 79-73 Nigéria

Jogos da Espanha na primeira fase (3 vitórias e 2 derrotas)

  • Espanha 97-81 China
  • Espanha 82-70 Austrália
  • Espanha 79-78 Reino Unido
  • Espanha 74-77 Rússia
  • Espanha 82-88 Brasil

O duelo – A França fez seu dever de casa durante a fase inicial e só perdeu para os Estados Unidos. Acontece que, do outro lado da chave, a favorita Espanha foi surpreendida por Rússia e Brasil e acabou com o terceiro lugar do grupo. Vale lembrar que as duas equipes reeditam a final da Eurobasket 2011. Na oportunidade, os espanhóis venceram por 98 a 85.

Esse será o confronto de dois países que deixaram a desejar na primeira fase. Os comandados de Sergio Scariolo chegaram em Londres como intocáveis, mas logo na estreia sofreram para despachar a China. Na sequência, a Espanha também se complicou contra Austrália e Reino Unido e caiu diante de russos e brasileiros. Os azuis, por sua vez, conseguiram um bom triunfo diante da Argentina, mas tiveram que suar a camisa para passar pelos fracos Tunísia e Nigéria.

Os espanhóis jogam com o favoritismo e possuem um elenco mais completo (talvez o único com chances reais de bater de frente com os Estados Unidos). A França, ao contrário, depende da genialidade de suas principais estrelas, sobretudo Tony Parker, que foi crucial quando conseguiu impor seu ritmo nas cinco primeiras partidas. No meu ponto de vista, a Espanha deve ganhar se explorar ao máximo o trio Pau Gasol, Marc Gasol e Serge Ibaka, mas tudo vai depender do desempenho dos coadjuvantes franceses. Se Nicolas Batum, Nando De Colo e Boris Diaw estiverem numa tarde inspirada, o cenário pode mudar completamente.

Meu palpite: Espanha vence

Spurs em quadra

  • Tony Parker – 15,8 pontos (FG: 44,3%), 2,2 rebotes e 3,6 assistências
  • Nando De Colo – 8,1 pontos (FG: 36,8%), 2,8 rebotes e 2,8 assistências
  • Boris Diaw – 6,2 pontos (FG: 48,3%), 5,6 rebotes e 4,2 assistências

Splitter vai jogar com essa energia contra os hermanos? (Foto: AP)

Brasil vs. Argentina – 16h00 (Brasília)

Jogos do Brasil na primeira fase (4 vitórias e 1 derrota)

  • Brasil 75-71 Austrália
  • Brasil 67-62 Reino Unido
  • Brasil 74-75 Rússia
  • Brasil 98-59 China
  • Brasil 88-82 Espanha

Jogos da Argentina na primeira fase (3 vitórias e 2 derrotas)

  • Argentina 102-79 Lituânia
  • Argentina 64-71 França
  • Argentina 92-69 Tunísia
  • Argentina 93-79 Nigéria
  • Argentina 97-126 Estados Unidos

O duelo – Esse é um dos maiores clássicos do mundo – quiçá o maior – e tudo pode acontecer. Nos últimos anos, o Brasil tem sido um grande freguês da Argentina e o psicológico pode pesar contra os comandados de Rubén Magnano. Será que vamos conseguir superar os traumas recentes contra os hermanos?

Particularmente, acho que os brasileiros nunca tiveram tantas chances de derrotar seus principais rivais como agora. No entanto, há um ponto que me preocupa e venho batendo nessa tecla há algum tempo: quem vai chamar a responsabilidade nos momentos decisivos? Marcelinho Huertas pode ser esse cara, mas ele claramente é mais um passador do que um decisor. Leandrinho é afobado, Nenê vem no sacrifício e Tiago Splitter parece inseguro. Será que podemos confiar em Marquinhos e Alex Garcia ou vamos ter que apelar para o velho Marcelinho Machado?

Enquanto o Brasil sofre para encontrar seu definidor, a Argentina tem o genial Manu Ginobili e os competentes Luis Scola e Carlos Delfino. O caminho óbvio para os brazucas é sufocar Ginobili durante os 40 minutos (Alex será fundamental nisso) e tentar anular Scola de algum jeito. Magnano pode até tentar dobrar a defesa no ala-pivô se ele estiver naqueles dias, o problema é que isso pode abrir espaço para uma chuva de bolas de três pontos.

No ataque, podemos tirar vantagem explorando o jogo embaixo da cesta, já que temos uma frontcourt superior, e abusando dos pick and rolls com Marcelinho Huertas – algo semelhante ao que Gregg Popovich faz no San Antonio Spurs com Tony Parker e Tim Duncan. No geral, vejo um matchup bom para os brasileiros. Temos peças capazes de anular as principais forças adversárias e um banco de reservas que tem feito um trabalho impecável. Resta saber se teremos um definidor quando o bicho pegar fogo.

Meu palpite: Brasil vence

Spurs em quadra

  • Tiago Splitter – 11,8 pontos (FG: 49%) e 5,6 rebotes
  • Manu Ginobili – 20 pontos (FG: 51,6%), seis rebotes e 4,8 assistências

Austrália vencendo os EUA: sonho possível?

Estados Unidos vs. Austrália – 18h15 (Brasília)

Jogos dos Estados Unidos na primeira fase (5 vitórias e 0 derrotas)

  • Estados Unidos 98-71 França
  • Estados Unidos 110-63 Tunísia
  • Estados Unidos 156-73 Nigéria
  • Estados Unidos 99-94 Lituânia
  • Estados Unidos 126-97

Jogos da Austrália na primeira fase (3 vitórias e duas derrotas)

  • Austrália 71-75 Brasil
  • Austrália 70-82 Espanha
  • Austrália 81-61 China
  • Austrália 106-75 Reino Unido
  • Austrália 82-80 Rússia

O duelo – A Austrália complicou a vida de todo mundo na fase inicial. Comandados pelo baixinho Patrick Mills (cestinha do torneio até aqui), os Boomers deram trabalho nas derrotas para Brasil e Espanha e surpreenderam ao bater a Rússia com uma bola espetacular no último segundo. Mesmo com esse currículo respeitável, é praticamente impossível superar o Dream Team.

A equipe do técnico Mike Krzyzewski demoliu quem encontrou pela frente (exceto a Lituânia) e é mais do que favorita à medalha de ouro. Só um milagre daqueles tirará os norte-americanos da semifinal olímpica. Acredito que o time da terra dos cangurus fará uma partida dura e obrigará os ianques a suar a camisa, mas a Austrália se verá sem saída quando o Coach K mandar seus pupilos apertarem a defesa.

Meu palpite: Estados Unidos vencem

Spurs em quadra

Patrick Mills – 20,6 pontos, 4,2 rebotes e 2,2 assistências

Nota: o duelo que abre a rodada será disputado entre Rússia e Lituânia. No meu ponto de vista, os russos jogaram o basquete mais certinho da primeira fase e devem vencer. Prevejo um confronto acirrado, mas com boa vantagem para Andrei Kirilenko e companhia.

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