Spurs olímpico: 5ª rodada

A quinta e última rodada do basquete masculino nas Olimpíadas de Londres aconteceu nesta segunda-feira (6). Vamos ver como foi o desempenho dos seis jogadores do San Antonio Spurs que disputam o torneio?

  • Resumo da primeira rodada aqui
  • Resumo da segunda rodada aqui
  • Resumo da terceira rodada aqui
  • Resumo da quarta rodada aqui

Mills festeja arremesso fantástico no segundo final (Foto: AP)

Austrália 82-80 Rússia

  • Patrick Mills – 13 pontos (5-16), três rebotes e três assistências

O duelo – A zebra passeou logo cedo pelas quadras londrinas. A favorita Rússia, que na terceira rodada venceu o Brasil nos segundos finais, provou do próprio veneno e foi derrotada pela Austrália com um golpe certeiro de Patrick Mills no estouro do cronômetro. Mesmo com o revés, os russos mantiveram o primeiro lugar do Grupo B e enfrentam a Lituânia nas quartas-de-final. Os Boomers, por sua vez, encaram os Estados Unidos.

Patrick Mills – Depois de marcar 39 pontos no sábado (4), o armador tentou repetir a dose, mas estava com a pontaria descalibrada (acertou apenas cinco arremessos em 16 tentativas). Patrick Mills, no entanto, é um predestinado. Foi dele a bola de três pontos que deu a vitória aos australianos no último segundoNota: 9

Parker orienta companheiros em duelo contra a Nigéria

França 79-73 Nigéria

  • Tony Parker – Três pontos (1-6) e sete assistências
  • Nando De Colo – Oito pontos (3-8), quatro assistências e quatro roubadas
  • Boris Diaw – Dez pontos (4-5), seis rebotes, quatro assistências, dois tocos e três roubadas

O duelo – A França, que já havia passado sufoco contra a Tunísia, também encontrou dificuldades diante da Nigéria. Os comandados de Vincent Collet fizeram um bom primeiro tempo e foram para o intervalo ganhando por 41 a 30. Na volta do descanso, contudo, os africanos impuseram um ritmo forte e sufocaram os azuis, que só conseguiram vencer graças a uma noite iluminada de Nicolas Batum. O ala anotou 12 dos seus 23 pontos no período derradeiro e garantiu aos franceses o segundo lugar do Grupo A. Nas quartas, Batum e companhia reeditam a final da Eurobasket 2011 com a Espanha.

Tony Parker – Mal em quadra, Tony Parker assistiu o último quarto inteiro do banco de reservas. Enquanto esteve no comando do ataque francês, ele errou muitos arremessos, embora tenha movimentado bem a bola (sete assistências no total). Nota: 5

Nando De Colo – Uma ótima primeira metade e um segundo tempo apagado: esse foi Nando De Colo contra a Nigéria. Apesar dos números discretos, o ala-armador fez uma de suas melhores partidas em Londres até aqui – muito esperto nas roubadas e inteligente ao distribuir o jogo. Nota: 7

Boris Diaw – Outro que se destacou nos 20 primeiros minutos e caiu no decorrer da noite. O ala-pivô mostrou a inteligência de sempre nos passes, brigou pelos rebotes e foi bem mais agressivo na tábua ofensiva – algo que ficou faltando no embate frente à Tunísia. Nota: 7

Splitter sofreu contra Pau e Marc Gasol

Espanha 82-88 Brasil

  • Tiago Splitter – 11 pontos (5-10), seis rebotes e três assistências

O duelo – Há quem diga que a Espanha entregou a paçoca. Assistindo ao reprise do quarto período, poderia afirmar com certeza que eles realmente perderam de propósito. O Brasil fez seu papel, foi honesto e conquistou o triunfo. É isso que se espera de um grupo de jogadores com caráter. Perder uma hipotética semifinal para os Estados Unidos faz parte, mas será que vale a pena passar por cima da própria honra para conseguir uma medalha? Eu sou e sempre serei a favor da honestidade. Sendo assim, ponto para os comandados de Rubén Magnano.

Tiago Splitter – Tiago Splitter teve problemas para marcar Pau e Marc Gasol e foi dominado pela dupla espanhola. Quando acionado no ataque, também deixou a desejar. Nas quartas-de-final, o camisa 15 duelará com um velho conhecido: Luis Scola. Está mais do que na hora do nosso pivô mostrar serviço! Nota: 6

Block nele, Manu! (Foto: AP)

Argentina 97-126 Estados Unidos

  • Manu Ginobili – 16 pontos (4-7), cinco rebotes e seis assistências

O duelo – A Argentina encarou os norte-americanos em pé de igualdade durante os 20 minutos iniciais. Quando as equipes voltaram do intervalo, no entanto, o que se viu foi um verdadeiro show do Dream Team comandado por Kevin Durant, que marcou 17 dos seus 28 pontos no terceiro quarto. Será que alguém tem punch para derrotar o time de Mike Krzyzewski?

Manu Ginobili – Fez o que dava enquanto esteve em quadra e foi sacado quando o técnico Julio Lamas percebeu que  o resultado negativo era inevitável. Nota: 7

10 Respostas para “Spurs olímpico: 5ª rodada

  1. De verdade, acho que Brasil tem jogo pra encarar a Argentina, nem tanto pela qualidade dos nosso jogadores, mais sim pelo esquema montado, estilo de jogo e conhecimento de Magnano sobre o outro lado. Se o Brasil conseguir passar é disputar o terceiro lugar porque não acredito em nosso time contra os EUA, já se os hermanos passarem acho sim que eles darão trabalho ao time de Lebron e companhia. Hoje sem Prigioni (com Manu gastando seu fôlego armando e não decidindo) o time foi muito bem até a metade, quando os americanos conseguiram abrir alguma vantagem, Lamas poupou seu melhores jogadores, com Scola limitado a 18 minutos e Ginobili a 25. Acho que num possível confronto, tendo Ginobili e Scola 35 min de quadra cada, Prigioni e Delfino 30, nossos vizinhos podem sim engrossar pro lado do Dream Team, eles sabem jogar contra os americanos.

    • Concordo com você Henrique. Meu único medo contra a Argentina é faltar alguém que decida nos momentos de aperto. A Argentina tem esses caras, o Brasil vai descobrir se tem alguém na quarta-feira.

    • Concordo Henrique. Só faço uma ressalva: o Maganano também sabe jogar contra os EUA. Em todos os jogos que ele enfrentou os EUA ele sempre deu trabalho. Ele é o único treinador a eliminar por duas vezes os EUA de competições oficiais. Tá certo que o time da Argentina na época era um espetáculo, e hoje eles ganharam em experiência e perderam no físico. Mas mesmo com o Brasil Magnano nunca fez feio contra os EUA. Na verdade, eu realmente não acredito que time algum destes jogos tenha condições reais de bater os EUA. Apenas em algo digno de um milagre de Berna isso poderia acontecer.

      • Sem falar que o Brasil foi um dos times que melhor se portou contra os EUA nos amistosos pré-Olimpíadas…

  2. Vocês tem razão, o Brasil fez mesmo bons jogos contra os EUA e deve fazer outro caso esse aconteça, mas a falta de um definidor seria um obstáculo ainda maior contra os americanos né. Os jogadores dos EUA costumam enfrentar alguma dificuldade contra zonas e garrafões congestionado, mas com tantos bons atiradores de longa distância somados ao sistema de jogo de Coach K precisará acontecer um milagre mesmo para que alguém possa vence-los.

    • Também estou assim, mas vou torcer pro Manu marcar 50 pontos e pro Brasil classificar! hahaha

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